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É brincando que se aprende

Em homenagem ao Dia das Crianças. É brincando que se aprende Rubem Alves No meu tempo parte da alegria de brincar estava na alegria de construir o brinquedo. Fiz caminhõezinhos, carros de rolemã, caleidoscópios, periscópios, aviões, canhões de bambu, corrupios, arcos e flechas, cataventos, instrumentos musicais, um telégrafo, telefones, um projetor de cinema com caixa de sapato e lente feita com lâmpada cheia d’água, pernas de pau, balanços, gangorras, matracas de caixas de fósforo, papagaios, artefatos detonadores de cabeças de pau de fósforo, estilingues. Fazendo estilingues desenvolvi as virtudes necessárias à pesquisa: só se conseguia uma forquilha perfeita de jaboticabeira depois de longa pesquisa. Pesquisava forquilhas - as mesmas que inspiraram Salvador Dali - exercendo minhas funções de “controle de qualidade” - arte que alguns anunciam como nova mas que existiu desde a criação do mundo: Deus ia fazendo, testando e dizendo, alegre, que tinha ficado muito bom. Eu ia comparando a...

Paradigma do Desenvolvimento Humano

Até o final da década de 80, o avanço de uma população era medido pela sua dimensão econômica através do PIB (Produto Interno Bruto) per capita, ou seja, todas as riquezas produzidas por essa população (em valores financeiros) dividido pelo número de pessoas dessa população. O que se obtém nessa divisão é um valor médio, supostamente atribuído a uma qualidade de vida individual da população. Por exemplo, o PIB per capita do Brasil em 2003 era de R$ 8.694,00 , o que corresponde à renda individual de cada brasileiro naquele ano. A partir de 1990 a elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) faz um contraponto ao PIB. Além do PIB per capita, o IDH leva em consideração a longevidade e a educação de uma população. A ampliação do conceito de desenvolvimento humano para além do puramente econômico abrangendo agora as dimensões sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade de vida humana é o que caracteriza essa nova abordagem de medida do desenvolvimento e a que chamamo...

Conteúdos de aprendizagem

A função que a sociedade historicamente tem atribuído a escola é de selecionar os melhores para uma carreira universitária. Essa atribuição tem sido a justificativa para a valorização de determinadas aprendizagens e a desvalorização de outras, dando pouco valor aos processos formativos, principalmente atitudinais, ao longo da etapa escolar. Ainda hoje o papel atribuído à educação escolar valoriza as capacidades cognitivas que correspondem a aprendizagem numa perspectiva tradicional. No caso da Educação Física escolar essas capacidades cognitivas ficam em segundo plano, uma vez que essa disciplina prioriza aprender as técnicas, o “como fazer”, como veremos mais adiante. Outra função que a sociedade determina à escola é a de formar o cidadão que constitui e contribui na configuração dessa sociedade. A partir dessa necessidade de formar o cidadão participante, a educação deve ter como objetivo despertar todo o potencial do ser humano, contribuindo na sua formação integral, partindo de uma...

Por quê o tempo parece acelerar?

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Então... quando tempo suficiente houver passado, você perderá completamente a noção das horas, dos dias... ou anos. Estou exagerando para efeito didático, mas em essência é o que ocorreria. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perdemos a noção da passagem do tempo. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita...

A porra da internet

Ontem me perdi novamente. Tinha o dia planejado e sem que pudesse fazer qualquer coisa contra, o hábito ligou o computador. É a minha droga. Ali esqueço de mim, sou eu no que há de melhor e pior. Vou da pornografia a transcendência espiritual, em dois movimentos. Um assunto puxando outro, uma página levando a outra e assim vai se navegando, uma viagem alucinógena pela minha vida, meus desejos, minhas angustias. Ontem eu voltei pra trás na minha história. Muito rock gaúcho anos 80/90. Putz, eu estava ali, pronto, preparado, quente. E não aconteceu nada, de novo! Isso sempre acontece e cada vez me sinto pior, mais descartável, mais pesado, mais velho, mais dispensável. Então volto pra porra da internet. Escondido pelo teclado. Revelado no reflexo do monitor!

Para minha amiga Jô

Às vezes, quando parece que vou pegar no sono Eu vejo as coisas com mais clareza Eu não gosto de andar no meio das pessoas, Aquele entusiasmo não é meu, mas é ali que eu fico mais forte. Mas quando estou sozinho, quase dormindo Que faço as comparações da vida Tudo fica claro Apesar de viver em fragmentos de momentos como todos Sou mais fraco. O conforto aparece na bebida, no jogo e no sexo Fragmentados. Abro a cerveja Abro o baralho Coloco pra dentro todos os fragmentos de mim, milhões. Ando dormindo pouquíssimo. As noites estão muito claras.

Ser quarta é ser delirantemente sexta!

Ser quarta é ser delirantemente sexta! É delirar na fábula do cotidiano. É viver desventuras, traumas e amores inesperados, é estar freneticamente excitado na insanidade corrosiva das noites mormacentas e manhãs de névoa poluída de qualquer lugar. É ser contra e a favor. É acreditar na dignidade humana, e ser rude e ríspido. Lírico! É deixar suspenso, e entre fantasias alcóolicas deixar sair do estomago ulcerado as desesperanças. oh, pobres colegiais! tudo termina. violento! viagem....